AS FIGURAS DA VELHA ALIANÇA PARTE 4

Posted by Bispo Rodovalho | Posted in | Posted on 10:34

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Após passar o Jordão, os israelitas tomaram as cidades da terra prometida, e isto fala-nos das guerras que passamos para trazer a nossa vitória da posição legal para experimental. O Senhor havia dado toda a terra de Canaã para os israelitas, desde o Jordão, e Deus nos deu toda provisão desde o calvário. Assim como o Senhor deu a Israel todas as cidades e todos os frutos da terra, Deus nos deu o direito de possuir todas as coisas de nossas vidas e todos os frutos do Espírito. Não é assunto desde estudo, porém podemos ver que todas as cidades conquistadas pelos israelitas representam áreas de nossas vidas que são tomadas e dominadas progressivamente. Eles começaram conquistando as cidades do litoral, e depois povoaram as cidades do interior da terra. Nós também começamos tomando e ajustando nossas áreas superficiais e externas até chegarmos aos aspectos mais anteriores. Devemos nos purificar de toda impureza no corpo e no espírito. Precisamos tratar das impurezas da carne em primeiro lugar, depois passamos às impurezas da alma e, finalmente, às do espírito. Deus trata com tudo o que é externo, superficial, primeiro, depois Ele aprofunda para operações e domínio no espírito do homem interior. “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” A tomada da terra fala de passarmos para a prática a posição ganha espiritualmente. É tomar posse de nossa herança; toda a terra que mana leite e mel é nossa. Ef. 1:3 diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou toda a sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo”. O versículo está no passado: já nos abençoou. Precisamos, porém, tomar posse dela. Cada uma das cidades são conquistadas e, assim, vamos crescendo e ocupando o lugar que é nosso em Deus. Há uma linda terra que Deus nos deu, terra que mana leite e mel, símbolo de força e graça na vida cristã. Na posição de autoridade e vitória temos força e graça fluindo dEle para nós. Terra de ribeiros, de águas de fontes que vêm dos vales e dos montes (Dt. 8:7). Isto é Cristo, a graça e o Espírito Santo fluindo em nós, tanto dos vales como dos montes. Como é importante descobrirmos nossos lugares e aquilo que Deus nos tem dado, e nos apoderarmos deles. A Igreja hoje tem vivido de pingos de bênçãos, ao invés de entrar na sua terra e apoderar-se de sua plena herança. 

AS FIGURAS DA VELHA ALIANÇA PARTE 3

Posted by Bispo Rodovalho | Posted in | Posted on 10:22

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Foi uma nova geração que entrou na terra, foram novos homens e mulheres que possuíram Canaã, porém para possuí-la, eles tiveram que passar o Jordão.

A nova geração enfrentou um difícil teste, mas isso os separou definitivamente do deserto. O Jordão também nos fala muito como figura, sabemos que ele é ponto de separação entre duas gerações que representam o velho e o novo homem. Vemos que o Jordão aqui representa a morte do “eu”. Somente após a morte do “eu” é que podemos entrar e possuir a terra da promessa. Durante a travessia do Jordão, a arca da aliança que era levada pelos sacerdotes foi à frente e parou no meio do rio, até que todos passaram. Ela representa Cristo, que vai à frente de Seu povo. Jesus foi quem primeiro passou por esta experiência. Ele veio com a decisão de fazer toda a vontade do Pai. Esta decisão de fazer a vontade de Deus, aplicada de maneira prática aos desejos, ações e reações de nossas vidas, é o que chamamos de “passar o Jordão”. “Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hb.10:7). Quando tomamos esta posição, estamos passando o Jordão, dizendo não à carne e à concupiscência. Passar o Jordão fala de desistir da nossa natureza e impulsos carnais, isto é, tomar a mesma posição que Cristo teve quando veio à terra: fazer a vontade do Pai. Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl.19-20). A maior parte de nossas guerras, lutas e problemas existem por causa da tentação. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, e esta atua quando os cristãos permitem que ela atue. É uma questão de decisão. Por isso também o deserto nos ajuda e nos purifica, porque enquanto não temos esta decisão, o Senhor nos leva a tratar de nossos desejos com nossos corações e a olhar para nós mesmos; o fruto será o resultado de nossos desejos. Alguém perguntou a Jorge Muller qual era o segredo de sua vida espiritual, e ele respondeu: “veio o dia em que eu morri para o mundo, e sua aprovação ou reprovação para meus amigos e para mim mesmo”. Isto é passar o Jordão. Com esta decisão e experiência, podemos tomar posse do que Deus espera de nossas vidas. Não haverá problemas e situações difíceis que não possamos vencer. A sentença de morte para nosso “eu” e nossa carne é o limite entre o velho e o novo homem, é o nosso Jordão. “Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado uma vez consumado gera a morte” (Tg. 1:14-15).



AS FIGURAS DA VELHA ALIANÇA PARTE 2

Posted by Bispo Rodovalho | Posted in | Posted on 10:05

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Se houver rebeldia na hora da provação, então nos fechamos para a graça de Deus, e sem essa graça não haverá força suficiente para vencer o pecado. A conseqüência seria a derrota em nossas vidas. Temos encontrado vários cristãos que nos momentos de lutas e provações amarguram-se, rebelam-se e acabam sem forças para vencer o pecado, ficando presos e derrotados por coisas que Deus nunca quis e nem desejou para eles. O primeiro versículo no capítulo 4, do livro de Lucas, diz: “Jesus foi do Jordão ao deserto. O Jordão foi onde o Senhor foi batizado. Após o batismo, foi treinado e tratado no deserto, a Bíblia diz que ele estava cheio do Espírito Santo”. Realmente esses são os passos de Deus para nós. Quando somos batizados nas águas e no Espírito, estamos prontos para receber uma ação mais profunda, é a operação de Deus em nossos corações para nos tratar. A Bíblia nos ensina e acrescenta verdades sobre verdades. Pedro diz: “À fé que é a salvação, acrescentai a virtude, que é o Poder de Deus que vem pelo batismo no Espírito Santo”. E, acima da virtude, o conhecimento ou ciência, experiência que Deus nos abre à Palavra, renova e enriquece o nosso conhecimento; após o conhecimento vem o domínio próprio, e este vem pelo deserto, ou seja, o tratamento de Deus. É impossível prosseguir no caminho de Deus sem passar pelo seu tratamento. Não há maneira de vencermos na vida cristã sem este chamado domínio próprio. E isto vem pelos tratamentos do deserto. “Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito no deserto...” (Lc. 4:1).... por isso mesmo, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança (II Pe. 1: 1-8). Várias pessoas têm confundido derrotas em suas próprias vidas com vícios e desertos. Como dissemos antes, o deserto não é para sermos vencidos pelo pecado, mas sim tratados por Deus e purificados. As pessoas entendem mal quando Deus as está tratando, e então se afundam em problemas. Em Jo. 17:15-17 Jesus orou pedindo ao Pai: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal”, e completou dizendo: “...Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade ...” A nossa proteção está na verdade, ela é nosso escudo. Não sejamos enganados pelo diabo, dando permissão à carne em seus desejos como se estivéssemos no deserto. Podemos passar pelo fogo e pelas águas, isto é, vencidos e derrotados pelas circunstâncias, mas estar em vitória e, inclusive, louvar ao nosso Deus. “Quando passares pelas águas, eu serei contigo; indo, pelos rios, elas não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is.43:2). Foi o deserto que fez separação e purificação entre a velha e a nova geração. Todos os homens que saíram do Egito, a velha geração, morreram no deserto, com exceção de Josué e Calebe. Ali ficou tudo que era mistura, queixas, murmurações, e pecados. Deus nos passa por este lugar para nos aperfeiçoar, tratar e ensinar a vencer todas as coisas do velho homem, e dar vida ao novo homem.


AS FIGURAS DA VELHA ALIANÇA PARTE 1

Posted by Bispo Rodovalho | Posted in | Posted on 00:23

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Podemos ver como Deus organizou a vida cristã, por meio das figuras do Velho Testamento.

Sabemos que Deus tirou Seu povo do Egito. Ele os visitou, e operou sua libertação.

“... mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, que não permitiu saíssem da sua terra os filhos de Israel” (Ex. 11: 1).

“... Naquele mesmo dia, tirou o Senhor os filhos de Israel do Egito, segundo as suas turmas” (Ex. 12). Em I Co. 10: 1-13 encontramos o Senhor dizendo que aquelas coisas aconteceram como figura para nosso ensino e correção. O que Deus fez com o Israel natural retrata as experiências do Israel espiritual. Deus retirou Israel do Egito passando pelo Mar Vermelho e pelo deserto, onde enfrentou provas e tribulações e pelo Rio Jordão, chegando a Canaã. Isto nos fala como figuras. Sabemos que o Egito tipifica o mundo com o diabo como seu faraó. Quando nos convertemos, saímos de debaixo do jugo e governo dele, e passamos a ser de outro Rei, o Senhor. Para tirar o povo do Egito, Deus levou-o ao Mar Vermelho. Paulo nos diz que o Mar Vermelho fala-nos do batismo nas águas e no Espírito Santo. Deus, por meio das águas, nos leva à experiência da separação do Egito, que é o mundo. Após o batismo, somos levados ao deserto. O Senhor diz que passou Israel pelo deserto para prová-lo e ensiná-lo a depender totalmente dEle. Assim é conosco: somos levados por meio das provas a confiar, crer e depender totalmente de Deus. Vemos que no deserto Deus estava circuncidando o coração de Israel. E, em nossas provas, Deus também está ensinando a obediência. Até Cristo aprendeu lições de obediência pelas coisas que sofreu; e isto é propósito do deserto, portanto, após a conversão e o batismo nas águas e no Espírito Santo, temos que nos preparar e nos dispor para irmos ao deserto, onde Deus tratará e circuncidará nossos corações. “Ora irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés” (I Co. 10: 1-2 “Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem” (Dt. 8:3).... embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu...” (Hb. 5:8). Quando o Senhor trata com nossos corações não indica que temos de reagir negativamente. Deus purificou e tratou com Israel no deserto, porém não significa que eles tinham que pecar na hora do tratamento. Jesus nos diz que na hora da prova podemos ou não cair, dependendo de nossa reação. Quando Deus nos prova, quer que fique claro tudo que· pode estar no fundo de nossos corações e não percebemos. Muitas pessoas se amarguram contra Deus por causa da provação que estão passando, e assim se fecham e a graça de Deus para de fluir em seus corações... e não nos deixe cair em tentação; mas livra-nos do mal” (Mt. 6:13). Em Hb. 12:15, o Senhor diz “...atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos pertube, e por meio dela, muitos sejam contaminados”. Se nos amarguramos contra Deus e contra as pessoas e nos fechamos, então a graça de Deus deixa de fluir em nossas vidas; e o que nos amargura muito é o deserto. Não entendemos o porquê de estarmos sofrendo, não vemos que Deus nos trata com amor. O que Deus quer é o nosso bem, porém realmente temos que aceitar a correção do Pai. Deus nos disciplina para o nosso bem e amor a nós. Ele disciplina a quem é filho. A disciplina e a correção que vêm no deserto são para nos ensinar a sujeição ao Pai. E isto é uma grande bênção, portanto, quando o sol esquentar e situações problemáticas e pressões vierem sobre nós, temos que dar graças a Deus e nos submeter a Ele. Deus levou Israel ao deserto para falar-lhe e circuncidar-lhe o coração, e é isto que quer fazer conosco: circundar o nosso coração. “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados fruto de justiça” (Hb. 12:11). 

O crescimento que vem pelos ministérios

Posted by Bispo Rodovalho | Posted in | Posted on 06:28

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“... E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do Seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo ...” (Ef 4:11-12).

Paulo nos fala que Deus colocou os ministérios do Corpo com o fim de produzir amadurecimento ou aperfeiçoamento. O Senhor os deu aos homens, Ele os equipou para o serviço, para a obra do ministério, e o objetivo de Deus foi produzir o conhecimento espiritual em Seus filhos. Isso acontece quando temos contato com os homens que receberam um ministério vivo e ungido por Deus, assim nossa fé é estimulada. Nossa força é aumentada pelo desafio que os ministérios de Deus trazem pela Palavra.

O ministério da Palavra de Deus é vivo, eficaz, ensina, exorta, e nos fala seguramente sobre como correr a carreira cristã. Na verdade é muito importante o relacionamento de cada membro do corpo com ministérios vivos, com homens que Deus equipou, com dons e chamados para Seu serviço. Nosso relacionamento com os ministérios de Deus pode nos poupar de sérios problemas. Algumas lições que por nós mesmos gastaríamos muito tempo para aprender, Deus pode nos ensinar usando Seus ministérios.

A vontade de Deus é que recebamos de nossos pais e prossigamos daquele ponto. O Senhor quer que cada geração leve o bastão adiante. Os ministérios por ele instituídos devem levar o ensino e a orientação para o crescimento equilibrado. São necessários estes dois tipos de relacionamentos: com Deus e com os ministérios. Qualquer desequilíbrio ou ênfase demasiada em um ponto produzirá problemas em nossa vida cristã.
Quando falamos de ministérios nos referimos aos cinco mencionados em Ef. 4, e a outros não mencionados ali. Cremos que ministros são homens ungidos por Deus para um serviço. Eles têm a responsabilidade de trazer o ensino e a vida ao corpo para o crescimento necessário. Não há crescimento saudável, equilibrado, quando estamos separados, desvinculados do corpo, simplesmente pelo fato de não estarmos recebendo dos ministérios que Deus deu à Igreja, com o objetivo de edificá-la. O fechamento e o isolamento são atitudes que nos causam danos espirituais.

O Senhor não nos quer isolados, mas bem ligados e ajustados no corpo de Cristo, e isto é prático. Todo grupo deve estar bem comprometido com uma comunidade de irmãos, e estar bem ajustado, ou seja, recebendo alimento, comunhão e participando na casa que está fluindo e crescendo em Deus.
 
A hora é de crescimento. Deus não nos quer sempre infantis. Ele está movendo no mundo hoje. Está levantando ministérios na Igreja e nos ligando em famílias espirituais para que cresçamos juntos e com compromisso. O crescimento de Deus deve estar tocando cada um de nós; tanto no relacionamento com Deus como no relacionamento com ministérios. Que Deus nos dê força e graça para respondermos e, assim, não O impediremos de agir em nós. 

Obediência

Posted by Bispo Rodovalho | Posted in | Posted on 06:47

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A vida cristã é um teste de obediência, cada dia somos provados em nossas decisões para com o Senhor. Devemos ter atitude de sempre dizer “sim” ao Senhor para opor a nossa natureza que é contrária. Para isso é essencial a disposição de obedecer.

“Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante” (Lc. 6:47).

“Ele, porém, lhes respondeu: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam” (Lc. 8:21).

“Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende” (Jo. 9:31).

Muitos cristãos não entendem a questão da obediência e força, daí fazem uma confusão. Eles pensam que temos que ter a força para a vida cristã. Na verdade, temos sim, mas essa força resultado da ação de Deus em nós. Nossa parte é obedecer e declarar ao Senhor nossa fidelidade e decisão, e a parte de Deus é gerar a força e a capacidade para obedecermos. Quando obedecemos, Deus gera em nós a força para cumprir a Sua vontade.

“... Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade...” (Fp. 2: 13).

A parte humana é disposição para que Deus opere. É Deus quem põe em nós o querer e o cumprir da Sua vontade. Várias pessoas temem passar por experiências onde não conseguirão suportar e nem terão forças para realizar Sua vontade. Isto não é Bíblico. Este temor não vem de Deus. Deus nunca mandará realizar algo que não conseguiremos. O que Deus nos manda fazer não é algo maior do que podemos. Ele conhece a no a estrutura e nossa capacidade.

Em Hb. 2:9, o escritor diz que Cristo enfrentou a morte na cruz pela graça de Deus, não por Sua própria força. Nenhum homem poderia, em si mesmo, ter a força para vencer e cumprir aquele chamado, nem mesmo Jesus, mas ele foi capacitado por Deus. Jesus se dispôs, teve decisão de obedecer ao Pai, e este gerou, produziu a força e a graça necessárias para a vitória. É assim conosco também. Podemos pensar que não conseguiremos cumprir o que imaginamos ser a vontade de Deus para nosso futuro, mas quando chegarmos lá, veremos que a força e a graça farão por nós. O importante é obedecer hoje. Uma criança não consegue levantar cem quilos, consegue levantar apenas um, mas quando crescer, será capaz de levantar os cem quilos desejados. É como um garoto assustado ao pensar que, um dia, terá que entender álgebra superior, porém quando chegar a hora terá a estatura própria e certa para isso. A obediência junto à decisão formam nossa parte, e Deus operará a força e graça necessárias

Crescimento que vem de Deus

Posted by Bispo Rodovalho | Posted in | Posted on 06:14

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Em I Co. 3:6, Paulo diz: “... Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus...” Percebemos aqui o trabalho e labor dos ministérios. Entretanto, Paulo está mostrando que o mérito é de Deus. Realmente podemos trabalhar, lutar e nos esforçar, porém é Deus quem fará crescer. Os jovens, aqueles que aspiram ao ministério na Casa de Deus, precisam saber que é o Senhor que os fará crescer. O crescimento, o desenvolvimento do ministério, da Palavra, da música, etc, vem de Deus; é Ele quem ensinará você. E, em certo sentido, não adiantam grandes pregadores, é Deus quem nos dará a unção. Temos que saber ouvir, orar, e esperar às portas do santuário. 
“Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar?” (SI. 24:3). 
O crescimento vem de Deus; mas não haverá alguma responsabilidade humana? Qual é a minha parte? Realmente eu tenho uma grande parte. Deus me leva a crescer, mas conta com a minha saúde espiritual. Ele conta com a minha vida ajustada e organizada, de forma que não haja nada que O impeça de mover em mim. É necessário ter saúde espiritual, e esta saúde vem de aspectos simples como uma disciplina para o horário de comunhão com Deus, pela oração e pela Palavra; até aspectos mais profundos como as motivações. Saúde espiritual é algo que envolve muitos fatores em nossas vidas: a vida, o andar no Espírito livre da atração do pecado e em vitória sobre a natureza carnal, e também envolve o sondar e conhecer os nossos corações e nossos caminhos. 
“... Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus, e o ensino de batismos e da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno. Isso faremos, se Deus permitir” (Hb. 6: 1-3). 
Vemos aqui o escritor nos exortando a deixar de lado os rudimentos da doutrina e prosseguirmos em Deus, porém no versículo 3, ele diz: “... Isto faremos, se Deus permitir...” O que faremos se Deus permitir? Avançar. Se Deus permitir, avançaremos em nossa vida cristã, deixando as coisas simples e rudimentares para trás, prosseguiremos para o alvo. Será que Deus pode não permitir alguém de prosseguir em conhecê-lo? Sim, pode. Deus pode nos resistir. Deus prova as nossas intenções e motivações. 
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” Hb. 4:12. 
Deus fala e revela os nossos motivos. Muitas vezes queremos fazer a obra ou até mesmo crescer espiritualmente, porém nossos motivos não são santos, temos pensamentos impuros e egoístas, há pessoas que querem um ministério, mas o objetivo é de se promover, exaltar o seu ego, e não de glorificar a Cristo. Deus pode nos resistir, se não houver saúde. 
Em I Pe. 5:5 diz: “Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.” Sim, Deus nos exorta quando há altivez, orgulho, quando há alto conceito de nós mesmos, então ele põe Sua mão e nos barra. Ele vira Seu rosto e espera que tratemos com nosso caráter. Deus pode nos impedir de crescer, e de prosseguir em conhecê-lo. Não estamos falando de abertura dos céus que Deus cria para nós. Em Lc. 3:21-22 “E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando ele a orar, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo”. Lemos que os céus se abriram e o Espírito de Deus desceu sobre Jesus. É nesse abrir do céu que o Senhor vem e cobre nossas vidas, porém quando há coisas erradas em nossos corações, os céus de fecham e assim não podemos entrar onde a glória de Deus está.

“... Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo...” (I Co. 11:31-32).
Aqui Deus está mostrando que somos disciplinados, quando somos por Ele julgados, “... julgai-vos a vós mesmos...” Conhecemos a mente do Espírito e as profundezas dos nossos corações pela oração e comunhão com o Espírito Santo em nossas vidas, e isto evitará problemas. Nos poupará de sermos pesados pelo Senhor, sermos achados em falta, sermos julgados por Ele e, também, disciplinados e nem mesmo o Senhor tem prazer em nos disciplinar, porém ele aplica para o nosso bem e, somente após ter dado tempo para nos julgar a nós mesmos; depois de ter esperado para ver se tratamos com aquele aspecto de nosso caráter. Se não houve nenhuma mudança em nós, então Ele irá começar o processo de disciplina para nos purificar.